Na semana passada algumas reportagens trataram de como empresas estão trabalhando para no sentido de uma transição energética.

Do ramo automotivo veio a informação da que a transição dos motores a combustão, para o elétrico começa a se tornar realidade, em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Associada a mudança do comportamento, em direção a economia compartilhada, facilitada pela tecnologia, que permite a implantação de modelos de negócio, como o compartilhamento de carros.

Outra notícia dava conta de que a montadora Mercedes Benz decidiu pelo fim do desenvolvimento de motores a combustão interna, em suas operações europeias, nos próximos anos.

A VW espera encerrar a produção de motores a combustão interna, em 2040, sendo que o último lançamento de nova plataforma está previsto pata 2026.

Dentre as grandes montadoras europeias, a BMW é que possui o projeto mais atrasado, mas também já iniciou sua transição para os motores elétricos.

Setor de energia em transição

No ramo de energia, IBERDOLA e SHELL, anunciaram investimentos na geração de energia eólica e solar, respectivamente. Ambas as empresas, vêm a transição para a energias limpas o futuro de seus negócios.

A NEOENERGIA, subsidiária da IBERDOLA, investirá na construção de um parque eólico offshore, que será composto por 12 parques, na América Latina. Somente no Brasil, os investimentos previstos pelo grupo, são na faixa de 25 a 30 Bilhões de Reais.

A SHELL, que nos próximos anos deverá assumir a liderança na produção de gás natural do pré-sal, planeja aumentar seus investimentos no mercado de energia renovável dos atuais USD 2 bilhões para 3 bilhões, ainda neste ano.

A transição para a energia limpa, deverá estar no centro da estratégia das empresas petrolíferas, nos próximos anos.

O movimento dos Setores Automotivo e Energético em direção a produção de energias limpas, demonstra que as empresas começam a entender, que a sociedade, notadamente a geração dos millenials, que chegam ao mercado trabalho e de consumo, com uma visão diferente sobre os impactos do consumo sobre o meio ambiente, já não aceita mais modelos de negócios que impactem negativamente o meio ambiente e as pessoas.

O crescimento da energia eólica no Brasil

Entre 2011 e 2019 a produção de energia eólica no Brasil saiu de 1 para 15,1 GW, ultrapassando, em março deste ano, a capacidade instalada da Usina de Itaipu, tornando-a a segunda na matriz elétrica brasileira. Este número, apesar de portentoso, é ainda pequeno se compararmos com o potencial total estimado, pelos especialistas de 60.000 MW.

No dia 26/08/19, a energia eólica abasteceu 89% da demanda de energia da Região Nordeste.

Temos aqui um enorme potencial a ser explorado, pois ainda não começamos a exploração da energia eólica no mar, onde o fator de capacidade é muito superior ao que se obtém em terra firme(4).

A transição dos motores a combustão interna, para os elétricos é muito bem-vinda, desde que a energia utilizada provenha de fontes limpas. Neste quesito o Brasil pode liderar o processo.

Fonte:

  1. https://www.opetroleo.com.br/iberdrola-investira-480-milhoes-em-12-campos-eolicos-no-brasil/
  2. https://clickpetroleoegas.com.br/shell-quer-entrar-no-mercado-brasileiro-de-geracao-de-energia-solar/?fbclid=IwAR0nnZZGFbY2AYZc88RopEj-thyv8h57CO7yGFTKCi7yeKYCCtq21Vo–wI
  3. https://www.noticiasautomotivas.com.br/mercedes-benz-confirma-o-fim-do-desenvolvimento-de-motor-a-combustao/
  4. https://g1.globo.com/natureza/blog/andre-trigueiro/noticia/2019/04/11/vento-alcanca-segundo-lugar-na-matriz-eletrica-do-brasil.ghtml