Estoque é um dos pontos mais controversos do mundo dos negócios. Para muitos ele é um problema, enquanto para outros é solução.

Erroneamente, muitas empresas entendem tratar-se de um assunto afeto às áreas de suprimentos e finanças, quando, na verdade, deveria fazer parte da preocupação de todas as áreas da cadeia de valor do negócio, pois a sua boa gestão afetará o resultado de toda a cadeia.

Por reconhecer a importância do tema, para o sucesso do negócio, no varejo farmacêutico, a ASCOFERJ – Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro escolheu a gestão de estoques como tema de seu primeiro programa, em 2019, em seu canal no Youtube: ”É de Farmácia” que, semanalmente, trata de temas de importância para a gestão das farmácias.

No programa é feita uma abordagem sobre a importância do estoque para a boa gestão do negócio varejista, na cadeia farmacêutica, com destaque para os indicativos de problemas na gestão dos estoques e boas práticas, que levam a maximização da sua eficácia.

Abaixo um resumo dos principais pontos abordados, no programa:

Estoque: problema ou solução?

Para o gestor financeiro ou o dono do negócio é um problema, porque é um custo de capital e, portanto caro. Já para o atendente de uma farmácia é fundamental, para a realização do seu trabalho. O cliente, o vê como motivo de satisfação, pelo atendimento de sua demanda.

Então o primeiro ponto a esclarecer é que o estoque é a solução para o atendimento de variações de demanda e impacta a fidelização de um cliente. Portanto, peça chave para o bom desempenho dos negócios. Quando ele não vai bem a empresa perde o fôlego. Mas, pode tornar-se um problema, se não gerido de forma eficaz.

Sintomas de um estoque com problemas

Existem sintomas que indicam a má saúde do estoque:

  1. Compras emergenciais;
  2. Falta de produto, para venda;
  3. Perda de validade de produtos, na prateleira;
  4. Baixo giro do estoque (Resumidamente, refere-se ao número de vezes que um item entra e sai do estoque, ao longo de um período);
  5. Divergência de valores no Sistema e no físico.

Para alcançarmos um estoque saudável, temos alguns caminhos:

  1. Estabelecer um processo de controle;
  2. Automatizar as operações entrada e saída no estoque;
  3. Treinar a equipe para cumprir os controles (Delargação X Delegação);
  4. Reduzir as perdas.

Quando falamos de controle, é importante ressaltar que este, como um remédio, precisa ser adotado na dosagem correta. O excesso de controle além de um custo alto, podendo gerar problemas para a operação e causar o descontentamento do cliente, com a demora no atendimento, por exemplo. É muito importante o gestor sempre pensar na relação custo benefício, do processo de controle.

A tecnologia pode ser uma grande aliada, no processo de controle do estoque. Contudo, é preciso muito cuidado na escolha da tecnologia a ser aplicada. O volume transacionado, a velocidade de utilização dos itens estocados, o espaço disponível para a estocagem, são alguns dos parâmetros que devem nortear a tomada de decisão, quanto a introdução da tecnologia, no processo de um varejo.

Seja qual for o grau de automação decidido, pelos gestores, o cuidado com o treinamento da equipe é fundamental para o êxito da estratégia.

A importância do inventário

Uma dúvida muito comum no estabelecimento da verificação das quantidades em estoque. Ou seja, quando e como realizar o chamado “inventário”.

O propósito de realizar um inventário é fazer o levantamento de todos os bens armazenados em determinado local para manter a compatibilidade entre o que está registrado nos sistemas contábeis (estoque lógico) e o que realmente existe (estoque físico).

A política de contagem física deve definir o tipo e a periodicidade de execução, existindo dois tipos consagrados: inventário geral e o inventário rotativo/cíclico.

Inventário geral é o processo de contagem física de todos os itens em poder da empresa, podendo ser realizado no fechamento contábil do exercício ou em ocasiões extraordinárias.

Inventário cíclico é a contagem física diária ou períodos curtos, dos itens em estoque, baseado na curva ABC, que é um modelo matemático que define a importância dos itens em função do volume transacionado e do valor (regra de Pareto ou 80/20).

Pontos de destaque

Dependendo da localização da empresa e na presteza de atendimento pelas Distribuidoras, quando a empresa conta com sistema de gestão de estoque perfeitamente em operação e alinhado com o estoque físico, o estoque pode ser o mais enxuto possível.

Em farmácias existe uma máxima que sugere que uma farmácia com estoque mal gerido, enxado, se implantar um sistema informatizado e integrado com os pedidos junto às distribuidoras, poderá praticamente economizar recursos para a abertura de uma segunda empresa.

Estoque mal gerido com excesso é capital empatado sem necessidade e com falta contribui para perder clientes.

Você pode acompanhar o programa completo sobre o assunto em:

https://youtu.be/pnne9HoW4cU.