A crise em que o Brasil se encontra mergulhado pode ser analisada sobre muitos aspectos e ângulos. Um deles é como as empresas frearam os investimentos, devido a total falta de confiança de quando e como a economia vai reagir. Segundo a revista EXAME (Edição 1110), os investimentos realizados no ano de 2015 retornaram aos patamares do ano de 2013.

Os reflexos da queda nos investimentos estão em toda a parte e atingem todas as áreas dos negócios: unidades de produção são fechadas, lançamentos de novos produtos tem a sua data postergada, equipes são reduzidas, portfólios encolhem, dentre outros aspectos.

A solução para o imbróglio em que o país está metido parece longe e de difícil concepção. Mas uma coisa é certa: não podemos deixar de crer que os agentes econômicos e políticos irão encontrar um caminho que nos levará a abandonar o atual cenário recessivo. Quando a hora da virada chegar, as empresas que estiverem melhor preparadas terão maiores condições de aproveitar o novo ciclo econômico.

Um dos fatores que serão decisivos na retomada das atividades nas empresas será a capacitação das equipes. Certamente, estas estarão menores em número e formato, mas serão elas que terão a responsabilidade de executar a mudança de rumo, saindo do cenário de sobrevivência para o de competição e crescimento. Então, cabe aqui um alerta sobre a importância dos investimentos em desenvolvimento de equipes, pois o time necessitará de capacitação para desenvolver diversas tarefas e reestabelecer atividades deixadas de lado, como por exemplo, o desenvolvimento de estratégias de compras, de fornecedores ou de gerenciamento de estoques.

O investimento na capacitação da equipe deve ser visto pelos tomadores de decisão como algo estratégico e não apenas como uma linha de custo, como é de praxe em nosso país. O cenário econômico é recessivo e, portanto, traz enormes desafios do ponto de vista de gestão do caixa, não havendo margem para erros na alocação dos recursos financeiros das empresas. Por isto os investimentos em treinamento devem ser analisados com muito rigor e priorizarem as atividades e áreas que possam maximizar o retorno.

Concluindo, a pior decisão que uma empresa pode tomar neste momento é incluir o treinamento na lista de desinvestimentos, sob pena de colocar em risco o futuro do próprio negócio.